sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Alameda Fashion

Dando uma passadinha nos bastidores do Alameda Fashion para abraçar o responsável pelo evento, João Paulo. Muito legal.

  
     





domingo, 22 de novembro de 2009

Boleros de Maurices


Há 81 anos em Paris, nesta data, foi executada pela primeira vez a mais famosa música de Joseph-Maurice Ravel, o Bolero
Daí você me pergunta: o que essa foto tem a ver com isso?
Eu respondo com outra pergunta: já ouviu o Bolero curtindo um pôr-do-sol?

E Bolero, coreografado por Maurice Bejart? Também é muito bom!


domingo, 15 de novembro de 2009

Verão chegando

Nada melhor do que curtir a natureza num domingo de sol... inda mais se for em boas companhias.







domingo, 8 de novembro de 2009

Domingo chuvoso



... Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se
-Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E quando haja rochedos e erva...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja...



Fernando Pessoa
 

domingo, 1 de novembro de 2009

Dia de Todos os Santos


Segundo a crença católica, o Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados, portanto não têm um dia específico de culto.
Através dessa comemoração a Igreja Católica busca aproximar os seus fiéis a Deus. Todos os santos celebrados nesse dia foram pessoas de carne e osso que tiveram condutas exemplares durante sua vida terrena. 
Dessa forma, a Igreja procura mostrar às pessoas através do exemplo, que todos têm potenciais para tornarem-se santos.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

CAVALO PRETO


Existe um ser que mora dentro de mim
como se fosse casa dele, e é.
Trata-se de um cavalo preto e lustroso
que apesar de inteiramente selvagem
– pois nunca morou antes em ninguém
nem jamais lhe puseram rédeas nem sela
– apesar de inteiramente selvagem
tem por isso mesmo uma doçura primeira
de quem não tem medo:
come às vezes na minha mão.
Seu focinho é úmido e fresco.
Eu beijo o seu focinho.
Quando eu morrer,
o cavalo preto ficará sem casa
e vai sofrer muito.
A menos que ele escolha outra casa
e que esta outra casa não tenha medo daquilo
que é ao mesmo tempo selvagem e suave.
Aviso que ele não tem nome:
basta chamá-lo e se acerta com o seu nome.
Ou não se acerta,
mas, uma vez chamado
com doçura e autoridade ele vai.
Se ele fareja e sente que um corpo-casa é livre,
ele trota sem ruído e vai.
Aviso também
que não se deve temer o seu relinchar:
a gente se engana e pensa
que é a gente mesma
que está relinchando de prazer ou cólera,
a gente se assusta com o excesso de doçura
do que é isto pela primeira vez.


Clarice Lispector

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A Idade de Ser Feliz




Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.

Mário Quintana